Concluindo...
Durante os meses em que desenvolvemos nosso PA – IMAGEM, muito aprendemos através das leituras, pesquisas, troca de idéias e pelas orientações recebidas de nossos professores orientadores. Nossa página não esgota o assunto imagem. A pesquisa realizada nos conduziu a uma vasta exploração. Uma exploração que a cada passo ampliava-se, delineando uma nova perspectiva, abrindo infinitas possibilidades a seguir. Difícil manter o foco com as leituras realizadas... Tudo é interessante...
Quem de nós não se fascina, emociona, choca, sente medo, se ao invés de se esgotar,entristece ou se alegra diante de uma imagem? E o nosso apego as imagens, evidenciando nossas primeiras leituras de mundo. Não precisamos falar, mesmo assim nos entendem quando somos bebês. Podemos muitas vezes disfarçar sentimentos e emoções, mas para quem nos conhece a leitura de nossa imagem pessoal não engana, "fala por nós, diz mais que mil palavras". Enfim, a imagem faz parte do nosso mundo, das nossas experiências sensoriais, ficando tudo mais interessante quando possui imagens.
A imagem funciona como um link, um gatilho para o nosso cérebro. Ver uma imagem é provocar nossa mente a estabelecer relações, a compreender, a interpretar contextos, ler e reler, viajar, emocionar-se, identificar... A imagem é provocativa...
A imagem é um elemento importante na nossa vida. Exemplo: Uma das providências tomadas por nossos professores neste curso, que teve um momento presencial mas está sendo, na maior parte do tempo, cursado e ministrado a distância, foi de capturar nossa imagem através da fotografia e disponibilizar o conjunto delas em album cursistas. Sem a imagem de: cursista e professor como seria nossa relação e interação no curso? Apesar da distância nos (re)conhecemos e aproximamos interações, com as quais estamos construindo, (re)construindo e aprofundando conhecimentos, individual e coletivamente que servem de suporte para nosso delineamento humano e profissional a medida em que passamos a conhecer um pouco mais de nós e dos colegas.
Através da imagem, pensando no contexto pedagógico e curricular, podemos explorar os mais diversos conteúdos e trabalhar "n" disciplinas: história (primeiros registros em rochas), geografia (diferentes locais exibem diferentes possibilidades imagéticas), filosofia (idéias e imagens representam mitos), arte (diferentes formas de expressões humanas e culturais), ensino religioso( a devoção expressa pelas diferentes fés através das imagens), biologia(imagens que auxiliam na compreeensão da vida e sua manutensão), matemática (que maximiza as possibilidades de exploração das imagens, ou as imagens servindo a compreensão de conceitos matemáticos), física (imagens possibilitando a representação e comparação entre conceitos como: trajetória, massa, peso, volume, atrito, etc.), química...
Quanto mais buscamos, mais nos convencemos de que o mundo sem a imagem, seria amorfo.
Com face neste fascínio pela forma, pelas imagens, tendo como ponto de partida os filmes de terror e o suspense por eles provocado, partimos para o estudo dos medos infantis, investigando se os medos exercem alguma contribuição humana. Constatando que o medo não só é necessário como influencia no crescimento integral, conduzindo-nos muitas vezes a um mundo, controlável e um pouco mais resguardado dos perigos reais.
Na Literatura, voltada, tanto à criança como ao adulto, como nas histórias de quadrinhos, geralmente, as imagens atraem (a primeira vista)e "vendem", em alguns casos mais do que as letras. Fato que evidencia que, provavelmente, utilizamos bastante a inteligência visual, até porque vivemos em um mundo predominantemente visual. Cinema, TV, Internet exibem diferentes imagens (nas diferentes formas e definições) o tempo inteiro (filmes, fotos, desenhos, historietas...) disponíveis para os diferentes públicos com distintos gostos e finalidades.
Em se tratando de histórias em quadrinhos, tanto para quem aprecia (ler, colecionar, criar ou utilizar como recurso didático), como para aquele que parece indiferente, as imagens tendem a atrair em algum momento da vida, mesmo que seja, por curto espaço de tempo. Quem nunca se sentiu atraído por um determinado super-herói ou se viu envolvido nas traquinagens de personagens como Pimentinha ou Os Sobrinhos do Capitão? Ou mesmo, se identificou com a Mônica e sua valentia, com a troca de letras do Cebolinha? Certamente já nos ocorreu de sonhar em voar na vassoura da Maga Patalógica, em transformara Madame Min em sapo ou a defender os smurfs do Gargamel!
As HQs atraem, seja pelos desenhos, pelo enredo ou pela leitura rápida e fácil que este tipo de material proporciona. Elas realizam um apelo visual vigoroso a quem delas se aproxima. Esse apelo visual tem alcance bem mais profundo do que se possa imaginar, pois desperta tanto a curiosidade, a criatividade como a imaginação, presente na dimensão lúdica do homem (que move, transforma e preserva a vida humana), presente desde a mais tenra idade. Daí porque é indiscutível o fascínio que as HQs provocam da criança ao adulto. Este fascínio pode ocorrer de forma fugaz como resposta à necessidade momentânea. Também, provoca sentimentos mais duradouros, aos quais pode se ligar ao longo de determinada etapa da vida ou por toda existência. Os contornos dessa relação variam de pessoa para pessoa, sendo que alguns tem nas HQs um passatempo, um hobie outros um recurso didático e outros, ainda, optam em torná-lo uma opção de trabalho/vida.
À medida que as histórias em quadrinhos foram conquistando mais fãs e tornando-se mais consumidas pela população (fenômeno mundial), as críticas a este produto cultural e de comunicação, foram amenizadas dando lugar ao respeito.
Na atualidade, a influência das HQs, publicadas em tiras nos periódicos, ou em estorietas em revistas tornoram-se tema de estudos e vem ganhando espaço como recurso pedagógico, aproximando a criança ou o adulto do mundo letrado, contribuindo como estímulo na aprendizagem escolar compreensiva(diferentemente do ensino mecânico e memorístico).
As histórias em quadrinhos, evoluiram mundialmente através dos tempos, de simples desenhos em preto e branco acompanhados ou não por legendas em balões sofisticaram-se ganhando cores, diferentes gêneros e estilos, crescendo em tamanho e número de personagens, tomando novas proporções, linguagens e formatos, desde fascículos a revistas. Estas, por sua vez, passaram a utilizar melhor qualidade de matéria prima (papel, tinta...), aumentando as tiragens, tornando-se publicações permanentes, reconhecidas e esperadas, conquistando público cativo de diferentes idades e culturas, além de instituir uma nova forma de lazer e promover novos empregos.
Com os novos tempos e o avanço tecnológico evoluíram. Os personagens tornandom-se reconhecidos e conquistaram o mundo cinematográfico e o televisivo (filmes de desenho animado). Com a era do computador e o surgimento da Internet,(ganharam espaços nos sites e em portais especializados, tornando-se disponíveis no mundo virtual para compra, leitura ou para o estudo mais aprofundado de sua história, de técnicas de criação, etc., atendendo a toda variedade de público(cada vez mais exigente).
Através de consulta feita a um pequeno grupo de professores, ficou evidente que a preferência por HQs relaciona-se à infância vivida, até porque a iniciação às HQs ocorre geralmente nesse período de vida, próximo da idade escolar por intermédio de algum familiar, de amigo ou da escola. Dentre as HQs mais citadas estão as criações de Maurício de Souza e de Walt Disney e os heróis Marvel, Texas e Tarzan.
Quanto à atração exercida, ficou evidente que para uma parcela dos consultados acombinação enredo escrito e imagem é decisiva, mesmo assim, há os que se encantam mais com a imagem. Como há aqueles, para os quais o importante é ter o que ler, para estes os livros terminam ganhando a preferência. Porém, de forma geral, a imagem produz um fascínio irresistível aproximando as pessoas da leitura, pelo encantamento e pela curiosidade provocada.
A medida em que fomos desenvolvendo nossos projetos individuais entrelaçamos informações, construimos conhecimentos de forma compartilhada numa perspectiva interdisciplinar. Desse modo ao pesquisarmos sobre Filmes de Terror, Histórias em Quadrinhos e Imagens realizamos movimentos em direção ao todo e as partes, interconectados de modo que um não excluia o outro, ao contrário abria caminhos, aprofundava estudos e entendimentos, somava esforços, reformulando hipóteses e questionamentos, verificando dúvidas e certezas, construindo e reconstruindo mapas conceituais em busca do delineamento final do Projeto de Aprendizagem.
A construção de um trabalho em equipe, em especial a distância faz com que nos sintamos instigadas, sentindo mais ou menos vontade de desvendá-lo. Aceitar ou não a provocação de ir em busca e realizá-lo (de forma sofrida ou prazeroza) está em nós e na disponibilidade para comprometermo-nos com o inédito viável ou não ao primeiro olhar, com a aceitação do enfrentamento de desafios e com a superação de nossa condição humana - pessoal e profissional.
Cor, forma, tamanho, arte, criatividade, ludicidade, imaginação, leitura e comunicação permeiam contextos de existência, fazem parte das nossas vidas, compõem o mundo das imagens, propiciando um significado especial na experienciação dos processos singulares de aprendizagem, compartilhados na efetivação PA IMAGEM.
Comments (3)
Anonymous said
at 9:55 am on Oct 26, 2006
Colegas: coloquei aqui o texto enviado por Adriane, com algumas pequenas contribuições. Escrevi conclusões sobre HQs, mas precisa ser selecionado o que permanece neste espaço.
Anonymous said
at 5:01 pm on Oct 30, 2006
Oi! Trabalhei aqui. Leiam! Aguardo comentários.
Anonymous said
at 8:57 pm on Nov 19, 2006
Elena, parece-me que tua pesquisa está menos definida que a nossa na síntese do PA. Verifica.
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