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Origem:
Parece incrível, mas as Histórias em Quadrinhos tem sua origem a mais tempo do que podemos supor. Na verdade, se formos nos reportar aos tempos do homem de Cro-Magnon, encontraremos indícios que apontam para riscos em quadrinhos nas paredes das cavernas. Também, nas grutas de Lascaux, na França há indícios dessa prática, representando o ato da caça. Outros lugares partilham de registros como esses, como é o caso de Altamira, na Espanha.
Além destes casos, podemos dizer que outros povos como os assírios e os babilônios contribuíram com as escritas. Nas pirâmides do Egito,podemos encontrar imagens antigas retratando acontecimentos importantes como: batalhas, cerimônias religiosas e da vida dos soberanos.
Já os gregos destacaram-se com desenhos em alto relevo, presentes em seus palácios e casas. Retratavam histórias em quadrinhos sobre as “Olimpíadas” nos vasos e nas estátuas gregas.
Seguindo uma natural combinação de imagens e escrita, foi, paulatinamente, ocorrendo uma evolução que desencadeou o formato das histórias em quadrinhos na nossa civilização.
A religião, através da Via Sacra - a história de Jesus Cristo - quadros encontrados nas igrejas católicas, bem como outras narrativas figuradas em estandartes chineses, tapeçarias medievais, vitrais góticos e livros ilustrados contribuíram para a origem das histórias seriadas, atualmente tão explorados nas emissoras de TV, ou em periódicos.


Comics
Podem ser considerados seus precursores todos os autores da chamada “literatura de estampa”.
As Histórias em Quadrinhos, no formato que conhecemos na atualidade podemos dizer que nasceu no século XIX nos Estados Unidos, com o nome de comics por serem bem-humoradas e abordarem temas envolvendo a criança e a fantasia, a imaginação. As histórias eram contadas em lâminas, inicialmente em uma única. Outra possibilidade explorava a ordem seqüencial de imagens.A escrita foi introduzida mais tarde.
Assim, alguns autores e suas criações marcaram o início das HQ nesses moldes, como é o caso de: Dr. Sintaxe criada pelo inglês Thomas Rowlandson em 1798, o Monsieur Vieux que as gravuras na história da humanidade tiveram um papel importante para o surgimento das HQ, no entanto as histórias em quadrinhos, tal como as conhecemos, têm sua origem no século XVIII.
Convém destacar que por volta de 1820, na França, vendiam-se as chamadas "canções de cego", em edições populares e em edições luxuosas (estas últimas com magens. Datam dessa época as "imagens de Epinal", ou seja, contos infantis com heróis de capa e espada, utilizando vinhetas e legendas. Tinham por objetivo proporcinar ao povo um pouco de fantasia, aproximando-o da vida de seus ídolos.
outro destaque ocorreu por volta de em 1822/1823, nos EUA, pois com o advento da litografia a imprensa transformou-se. Em Boston, um almanaque publicado pro Charles Ellms traz, pela primeira vez, entre passatempos e anedotas, alguma historietas cômicas. Em Nova Iorque, no ano de 1846, aparece a primeira revista exclusivamente de historietas, intitulada Yankee Doodle.
Quanto aos europeus, costumavam ler os famosos Rebus, que nada mais eram do que historietas de conteúdo social. Já os japoneses contavam enalteciam histórias da dinastia Meigi ilustradas em quadrinhos.
Nomes a destacar relacionado aos quadrinhos são o do pioneiro Rudolf Töpfferdos, artista e escritor suiço, Henrique Fleiuss e Wilhelm Busch. Este último com HQ publicadas no Brasil com o nome de Juca e Chico, traduzidas por Olavo Bilac.
Marco importante, foi que um italiano radicado no Brasil, Angelo Agostini(1843-1910), desenhou e publicou,em 1869, na revista "Vida Fluminense" os quadrinhos "As aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma viagem à Corte".
Outro marco importante referente às Histórias em Quadrinhos indica o ano de 1860, quando Gustavo Doré tentou ilustrar uma piada. Considerado o pontapé inicial às criações de personagens em quadrinhos.
Assim,em 1865, Richard F. Outcault criou o Yellow Kid. Tal acontecimento foi resultado da insistência do técnico do jornal, Benjamim Day, que precisava testar uma tinta amarela com um secador especial e o camisolão do garoto, com frases tiradas de charges políticas, foi pintado com a cor. O nome de Garoto Amarelo era referência a um menino pobre das favelas de Nova Iorque.
O mérito de Richard Outcault foi o de introduzir os balõezinhos contendo as falas dos personagens e a ação fragmentada e seqüenciada, as tirinhas, iniciando nova forma de expressão.
The yellow kid aparecendo no Jornal de New York World, se tornaria seu primeiro herói. Era um garoto com traços orientais, orelhas de abano e dentes separados usando um pequeno gorro preto e um vestido amarelo. Nasceu também, a expressão jornalismo amarelo, aqui conhecida como jornalismo marrom**.
A criação de Rudolph Dirks levou aos novos sinais gráficos e onomatopéias que se destacaram nas aventuras de Os sobrinhos do capitão, em 1897. Até, então, os desenhos eram divididos em quadros acompanhados de legendas, dando continuidade às ações. Não demorou muito para que às Histórias em Quadrinhos passasse a ser consideradas como arte de contar seqüencialmente uma história utilizando imagens, desenhos ou figuras impressos, acompanhada de diálogos e pensamentos dos personagens,ou mesmo, a própria narração dentro de espaços irregulares delimitados em forma de figuras geométricas, balões, originários dos filactérios, faixas com palavras escritas junto à boca dos personagens, usadas em ilustrações européias desde o século XIV.
As Histórias em quadrinhos ganharam importância através dos tempos, hoje são encontradas até mesmo em museus. Ex: No acervo do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque encontra-se alguns originais de Little Nemo, criado em 1905 por Winsor McCay, ano que foi publicada a primeira revista brasileira de quadrinhos: "O Tico-Tico". Desenhos de McCay, além da riqueza e criatividade no uso das cores, têm traços surrealistas, enquadramentos panorâmicos, grandes perspectivas arquitetônicas, jogos de corte e seqüências, os quais prenunciam o cinema de vanguarda.
Ao lançar Mickey Mouse, em 1928, Walt Disney, já está sofrendo influência do cinema atrvés de cortes rápidos, angulação variada e a ação seriada dos episódios, mas não demora para Mickey Mouse migrar do desenho animado para os quadrinhos.
Em 1929, há uma mudança significativa na produção das HQs: personagens infantis e seus familiares, com traços cômicos, são produzidos concorrendo com histórias de aventuras de Tarzan, herói das selvas imortalizado nos traços de Burne Hogarth, e Buck Rogers, ficção científica retratando o século XXV. Novo heróis vão surgindo: Tintin, adolescente, escoteiro e repórter, acompanhado do seu cão Milou e Popeye, o marinheiro comedor de espinafres que causa até o aumento do consumo dessa verdura em vários países.
O sucesso das histórias de aventuras leva o Chicago Tribune a encomendar os quadrinhos do detetive Dick Tracy(1931) a Chester Gould, o qual influenciará, com seus traços, os cineastas Alain Resnais e Jean-Luc Godard. Por sua vez, o cinema expressionista alemão e os cineastas Hitchcock e John Ford influenciam os quadrinhos de Alex Raymond (1933 - Flash Gordon), Milton Caniff (1934 - Terry e os piratas) e Hal Foster (1937 - O príncipe valente).
Foi assim que, além de vários personagens inventados, literários clássicos e de mitologia também passaram a ser contados em quadrinhos, transmitindo cultura a pessoas de todas as partes do mundo. Dessa forma, o Gibi tornou-se um importante meio de comunicação, influenciando a música e o cinema, passando a modificar o cotidiano das pessoas. Na América Latina, durante as ditaduras militares, surgiram heróis como os Fradinhos, do Henfil, a Graúna e Rango, um personagem visando denunciar a fome. No Brasil, contemporâneos de Henfil, fizeram e ainda fazem sucesso: Angeli, Maurício de Sousa e Ziraldo.
Muitos desenhos foram e são usados para promoções eleitorais ou campanhas governamentais. Durante a II Guerra Mundial, os Super-heróis, como ao Capitão América teve grande destaque. Uma curiosidade referente ao ano de 1940, traz o Super-homem como acusado de "judeu sujo" pelo jornal Das Schwarze Korps por ter auxiliado a destruir os alemães nas páginas das historietas.
Atualmente, os quadrinhos encontram-se nos locais distantes, servindo tanto para o divertimento como para fins educativos e de divulgação de campanhas ou como apelo para oi mercado de consumo. Com eles sempre há uma mensagem e uma ideologia retratada.
Consulta Webliográfica:
http://www.imesexplica.com.br/0608HQ_abre.asp
http://www.imesexplica.com.br/dolexplica_home_hq.asp
http://www.avesso.net/cronica8.htm
http://www.mensagemsubliminar.com.br/conteudo.php?id=LTU0NDMuOQ==
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_em_Quadrinhos_no_Brasil
http://www.sobresites.com/quadrinhos/portais.htm
http://hq.cosmo.com.br/textos/educacaoteses/ed_gibi_exp.shtm
http://www.facom.ufba.br/com112_2000_1/traco/index.htm
http://www.operagraphica.com.br/a_materia/mat_sobri_01.htm
http://www.ziraldo.com.br/
http://www.imesexplica.com.br/dolexplica_home_hq.asp
http://www.disney.com.br/index_flash.html
http://www.clubcultura.com
http://www.garfield.com
http://www.batmantas.com/
http://www.bettyboop.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal
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